O venezuelano médio adora carrões, daqueles que ocupam duas vagas (na largura, no comprimento, ou — melhor ainda — em ambos). Se for rico, uma SUV ou picape último ano. Se for pobre, uma charangona gringa de uns 10-20 anos. Tomamos um táxi que era uma dessas; a porta do passageiro não fechava, e um boneco do ET balançava no retrovisor. Andava muito, e devia beber idem — mas com a gasolina a 7 centavos o litro (R$0,04 — a aditivada é beeeem mais cara, R$0,05), ninguém está nem aí. Nesse apecto, as discussões sobre sustentabilidade ainda estão muito longe daqui.
Bom, já que estamos falando de transporte, façamos a ressalva positiva: o metrô de Caracas é ótimo. Salvo engano meu, tem mais estações e linhas que o de São Paulo (com menos da metade da população), e custa R$0,30. Agora ainda tem sido ampliado com linhas “teleférico”, que sobem nas favelas e bairros pobres situados e morros. Realmente muito bom.
Gostaria de mais detalhes sobre os telefericos, me pareceu muito interessante.